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🕓 Atualizado em 7 de fevereiro de 2026

O que é CDI: Como Funciona e Como Impacta Seus Investimentos
Se você já pesquisou sobre investimentos, provavelmente se deparou com a expressão CDI. Ela aparece em contas que rendem 100% do CDI, em CDBs, em fundos de renda fixa e em diversos produtos financeiros. Mas, afinal, o que é CDI, como ele funciona e por que é tão importante para quem quer investir melhor?
Neste guia, você vai entender de forma prática como o CDI é definido, qual a diferença para a Selic, por que tantos investimentos usam essa taxa como referência e como isso se conecta com contas 100% ou 120% do CDI.
O que é CDI:?
CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. Na prática, ele representa a taxa de juros que os bancos cobram uns dos outros em empréstimos de curtíssimo prazo, geralmente de um dia para o outro. Como esses empréstimos entre bancos acontecem o tempo todo, o CDI acaba servindo como uma referência importante para o mercado financeiro.
Por ser uma taxa de juros próxima da taxa básica da economia (Selic), o CDI é usado como parâmetro para diversos investimentos de renda fixa. Quando você vê um produto rendendo “100% do CDI”, isso significa que ele vai seguir de perto a variação dessa taxa.
CDI x Selic: qual a diferença?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Já o CDI é a taxa praticada entre bancos em operações de curtíssimo prazo.
- Selic: taxa definida pelo Banco Central, usada como referência para toda a economia;
- CDI: taxa média cobrada entre bancos em empréstimos de um dia.
Na prática, o CDI costuma ficar muito próximo da Selic, mas não é exatamente igual. Por isso, muitos investimentos preferem usar o CDI como referência diária de rentabilidade, especialmente em produtos de renda fixa emitidos por bancos.
Se quiser se aprofundar em dados oficiais, você pode consultar informações diretamente no site do Banco Central do Brasil.
Por que tantos investimentos usam o CDI?
O CDI é muito utilizado em investimentos porque ele representa o “custo do dinheiro” entre bancos. Por isso, produtos como CDBs, LCIs, LCAs e algumas contas com rendimento automático usam essa taxa como base de cálculo.
Quando um investimento rende, por exemplo, 100% do CDI, isso quer dizer que ele acompanha a variação dessa taxa. Já um produto que rende 120% do CDI tende a entregar uma rentabilidade maior, assumindo o mesmo período de comparação.
100% do CDI, 110% do CDI, 120% do CDI: o que isso significa?
As expressões “100% do CDI”, “110% do CDI” e “120% do CDI” indicam um fator de multiplicação sobre o CDI. Veja alguns exemplos:
- 100% do CDI: o investimento acompanha exatamente a taxa CDI;
- 110% do CDI: rende 10% a mais do que a variação do CDI;
- 120% do CDI: rende 20% a mais do que a variação do CDI.
Isso não significa que você vai ganhar 100%, 110% ou 120% ao ano, mas sim que o rendimento será calculado em cima da taxa CDI vigente, proporcional ao período investido.
Como o CDI impacta contas que rendem CDI?
Hoje, muitas contas digitais oferecem rendimento automático atrelado ao CDI. Nelas, o saldo parado passa a render diariamente, funcionando como uma espécie de mistura entre conta corrente e investimento de curto prazo.
Se a conta rende 100% do CDI, o seu dinheiro acompanha a taxa. Se a conta rende 120% do CDI, você tem um potencial de rentabilidade maior, sempre respeitando os prazos, regras e tributações de cada produto.
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Quais os riscos de investimentos atrelados ao CDI?
Embora produtos que seguem o CDI sejam considerados mais conservadores, isso não significa que não existam riscos. Entre os principais pontos de atenção, estão:
- Risco de crédito: em CDBs e outros títulos, você está emprestando dinheiro a um banco específico;
- Risco de liquidez: alguns produtos não permitem resgate imediato;
- Tributação: muitos investimentos atrelados ao CDI sofrem cobrança de Imposto de Renda na fonte;
- Inflação: mesmo com CDI, se a inflação estiver muito alta, o ganho real pode ser menor do que o esperado.
Quando faz sentido usar o CDI como referência?
Investimentos atrelados ao CDI costumam fazer sentido para:
- reserva de oportunidade;
- parte conservadora da carteira;
- objetivos de curto e médio prazo;
- investidores que buscam previsibilidade e menor volatilidade.
A escolha ideal vai depender do seu perfil, dos seus objetivos e da combinação com outros tipos de investimentos.
Perguntas frequentes sobre CDI
1. CDI é um investimento?
Não. O CDI é uma taxa de referência do mercado financeiro. O que você investe são produtos que usam o CDI como base, como CDBs, alguns fundos de renda fixa e certas contas com rendimento automático.
2. CDI e Selic são a mesma coisa?
Não são iguais, mas andam muito próximos. A Selic é a taxa básica de juros da economia, definida pelo Banco Central. O CDI é a taxa média das operações de empréstimo entre bancos. Por serem bem próximos, o CDI é usado como referência em muitos investimentos.
3. Compensa investir em produtos que rendem menos de 100% do CDI?
Depende do contexto. Alguns produtos com menor percentual de CDI podem ter outras vantagens, como isenção de imposto de renda ou liquidez maior. O ideal é sempre comparar o retorno líquido, o prazo e os riscos antes de decidir.
Metodologia
Este conteúdo foi produzido com base em materiais oficiais do Banco Central do Brasil, conceitos de renda fixa amplamente utilizados no mercado e práticas comuns de instituições financeiras que utilizam o CDI como referência de rentabilidade. O objetivo é oferecer uma visão clara e educativa sobre o tema, sem indicar produtos específicos como recomendação individual. As condições de mercado, taxas e regras podem mudar ao longo do tempo. Recomendamos sempre consultar sua instituição financeira e, se possível, um profissional qualificado antes de investir. Artigo atualizado em novembro de 2025.